Coletivo Gaia

Publico-alvo:
Pessoas associadas e parentes de primeiro grau(filho/a, pai, mãe e/ou cônjuge). O Coletivo Gaia realiza atendimento de grupos e individuais para crianças, adolescentes e adultos.
 
Modalidades de Intervenção
✅ Atividades em grupo online: momento de escuta coletiva de trabalhadores dos setores do hospital.
GRUPO 1: Cuidando de quem cuida: espaço de acolhimento aos profissionais de saúde do HPS (grupo para os profissionais da linha de frente) 
GRUPO 2: Um respiro no caos: Grupo de luto para os profissionais da saúde do HPS (grupo para profissionais em processo de luto)
 
✅ Palestras/LIVES: oportuniza abordar diferentes temas trazidos a partir de uma abordagem teórica específica, embasados cientificamente e na experiência do palestrante, visando colaborar com os servidores a partir da apresentação de diferentes recursos e estratégias de enfrentamento aos desafios apresentados no ambiente de trabalho, familiar e social.
✅Atendimentos individuais online e presenciais: possibilita ao servidor ou dependente ter um espaço de escuta e acolhimento do sofrimento, abordando demandas relacionadas ao trabalho ou não.
✅ Textos para divulgação no jornal Socorrito e nas midias da Associação (instagram, site, etc…): Escrita sobre temas pertinentes acordados entre o Coletivo Gaia e atual gestão da associação. Temas sugeridos: Aposentadoria, assédio e Trabalhando na linha de frente durante a pandemia.


    *Máximo dez integrantes. Grupos concomitantes.*
 *ASHPS subsidia 50% do valor da consulta*
 
Corpo Clínico do Coletivo Gaia
 Psicoterapia é “coisa de louco”?
Ao longo de décadas, muitos estigmas foram criados em torno da Psicologia, considerá-la para “gente doida” é um deles. Entretanto, qualquer um e por diferentes motivos pode se consultar com um profissional da Psicologia. 

As pessoas vão ao médico ou a um dentista e julgam como algo relevante. Cuidar da saúde mental também precisa ter essa importância. Ninguém deveria enfrentar tudo sozinho, tentar “carregar o mundo nas costas” pode ser muito prejudicial para a saúde. Assumir responsabilidades e enfrentar sozinho diferentes situações no trabalho, no cuidado com os filhos, na relação com o companheiro/a, nas relações familiares e na relação consigo mesmo/a pode ser um grande fardo. Assim, pedir a ajuda de um profissional é uma atitude corajosa, inteligente e madura. 

O espaço onde ocorre a terapia deve ser acolhedor, no qual o paciente se sinta confortável para trazer suas questões, tanto com o ambiente quanto com o psicoterapeuta. É essencial que seja uma relação de confiança. Por isso, não se deve ter receio de visitar diferentes profissionais antes de se decidir pelo qual se mais gostou. 

A psicoterapia é uma oportunidade de cuidar de si, olhar para si. Além de tudo isso, segundo o Código de Ética da profissão, o psicólogo possui o dever de respeitar o sigilo profissional. Isto é, não pode expor os assuntos relatados pelo paciente, exceto em raras situações onde é preciso a quebra do sigilo, como, por exemplo, em situação de maus tratos contra crianças e adolescentes, sendo obrigatória a denúncia por parte do profissional. 

O processo terapêutico é um trabalho conjunto entre terapeuta e paciente. O psicólogo é um facilitador, mas cabe ao indivíduo encontrar as suas próprias respostas. O terapeuta não vai impor nada ao paciente e sim construir em conjunto possibilidades. A psicoterapia não trata somente transtornos mentais ou atende apenas quem está com algum sofrimento, ela também contribui no autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal. 

Muitos buscam a terapia para aprender a lidar melhor com questões pessoais, como dificuldades, conflitos, mudanças, assim como para o enfrentamento de novas fases, ciclos da vida, processos de luto ou perdas. Uma conversa com um amigo pode ser satisfatória, todavia, não é o mesmo que estar diante de um profissional qualificado com ferramentas teóricas, com uma escuta atenta e empática, em um ambiente livre de julgamentos. 

Assim, uma pessoa que faz terapia pode ter acesso a recursos antes inimagináveis, os quais estão, na realidade, dentro dela mesma. Portanto, psicoterapia é um investimento na qualidade de vida. É um compromisso com a própria saúde mental. 

Cristina Pereira de Souza - Psicóloga CRP 07/29914