Na lista, estão o Mercado Público, com estacionamento subterrâneo, o parque da orla do Guaíba, o Hospital Presidente Vargas e um novo centro administrativo

Nos próximos dias, o prefeito Nelson Marchezan apresentará aos porto-alegrenses e a potenciais investidores o catálogo de opções para parcerias público-privadas (PPPs). Esse cardápio vai da iluminação pública à administração do parque na orla do Guaíba. O comitê gestor das PPPs deve se reunir nesta semana para arrematar as propostas de parceria.
 
O conjunto é ousado. Está nos planos de Marchezan transferir para a iniciativa privada a gestão do Mercado Público. Em vez de negociar com a prefeitura, os atuais permissionários das bancas e restaurantes terão de se acertar com o vencedor da licitação. No pacote, estará a construção de um estacionamento subterrâneo, projeto que José Fortunati não conseguiu tirar do papel.Se depender do prefeito, mudará também a lógica de exploração do mercado, que
 
hoje fecha as portas no sábado à tarde e não funciona aos domingos.
 
— Por que não abrir sete dias por semana, gerar empregos, atrair turistas e ampliar os serviços à população? — questiona.
 
Na orla do Guaíba, a ideia é que o parceiro privado cuide da manutenção e explore os espaços comerciais, como os bares previstos no projeto em execução entre a Usina do Gasômetro e o Anfiteatro Pôr do Sol.
 
A lista das PPPs é extensa. Inclui o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, na Avenida Independência, que poderá ser repassado para a gestão privada e até mesmo ser transferido para outro endereço, já que no atual não permite ampliação.
 
Em relação à iluminação pública, a ideia é transferir para o parceiro privado a taxa recolhida do contribuinte e estabelecer as exigências do poder público.
 
Hoje, a maior parte desse serviço é feita por empresas terceirizadas.
 
— Queremos mais eficiência. Se a PPP sair, o vencedor terá definido em contrato até o prazo máximo para troca de uma lâmpada — diz Marchezan.
 
A obra de maior porte é a construção de um centro administrativo, reunindo todas as secretarias no mesmo endereço. Hoje, a prefeitura gasta R$ 7 milhões por mês com aluguéis. O município dispõe de várias áreas que poderiam abrigar o complexo. A mais adequada fica na Beira-Rio, em frente ao Anfiteatro Pôr do Sol.

Rosane de Oliveira
Texto publicado no Jornal Zero Hora desta segunda (15/05)
15 de Maio de 2017
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03 de Maio de 2017
O dia de paralisações dos servidores municipais de Porto Alegre, que ocorreu na manhã desta quarta-feira, atingiu áreas fundamentais da sociedade como Saúde e Educação. Segundo divulgado pelo Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), as atividades foram paralisadas no Hospital de Pronto Socorro (HPS), que funcionaram apenas em 30%, e em dois postos de saúde, que trabalharam apenas em casos de emergência. Além disso, diversas escolas pararam totalmente as atividades.
 
Logo no início da manhã, dezenas de servidores do município e do HPS se reuniram em frente à instituição em alusão ao seu aniversário de 71 anos e também para protestar contra a situação de falta de profissionais. De acordo com o presidente da Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro (ASHPS), Everaldo Nunes, a entidade tem um déficit de 152 técnicos de enfermagem e 32 enfermeiros. Ainda conforme o Nunes, o ato não contou com a participação de médicos. No entanto, ainda segundo Nunes, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) se colocou como a favor das manifestações. Em nota, o Simers completou o posicionamento ao dizer que apoia os protestos gerais contra as reformas da Previdência e Trabalhista, que vão ocorrer no próximo dia 28.
 
"100 dias de tortura"
Os manifestantes reunidos em frente ao HPS se dirigiram, por volta das 9h, para o Paço Municipal, onde se reuniram com outros municipários. Segundo o presidente da ASHPS, o ato ambém teve como foco a gestão do prefeito Nelson Marchezan Júnior, que, segundo ele, recentemente completou “100 dias de tortura”. “Somos contra os ataques do prefeito aos servidores públicos, ameaçando o parcelamento e até mesmo não pagar quatro meses de salário”, disse Nunes.
 
O Simpa divulgou que, além do HPS, paralisaram as atividades os pronto atendimentos da Bom Jesus e da Cruzeiro do Sul. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que todas as Unidades de Saúde, Pronto Atendimentos e Hospitais Públicos (HPS e HMIPV) estavam abertos e atendendo a população. A SMS, contudo, disse que poderia ocorrer demora devido a redução de profissionais, já que alguns aderiram à paralisação. Foi informado ainda que a paralisação não afetou o atendimento nas salas de vacinas, pois todas as unidades seguiram a vacinação contra a gripe.
 
Além disso, segundo o Simpa, 17 escolas pararam totalmente as atividades. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), no entanto, este número foi de 29, superando a expectativa do Sindicato. Além disso, conforme a Smed, 13 escolas aderiram à paralisação de forma parcial e nove mantiveram atendimento normal. A Secretaria afirmou que todas elas eram de Ensino Fundamental. Com relação ao Ensino Infantil, foram 15 escolas paralisadas totalmente, cinco de forma parcial e 23 em atendimento normal.

Henrique Massaro
Texto publicado no jornal Correio do Povo desta quarta (19/04)
19 de Abril de 2017
Servidores municipais protestaram na manhã desta quarta-feira em frente ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, pedindo melhores condições de trabalho e a contratação de mais funcionários. A mobilização ocorre no dia em que o hospital completa 71 anos. Os manifestantes fixaram cartazes na entrada principal e realizaram um abraço simbólico. 
 
De acordo com Everaldo Nunes, presidente da Associação dos Funcionários do HPS, a instituição trabalha no limite, com lotação e número reduzido de trabalhadores.
 
"Hoje faltam 152 técnicos de enfermagem e 32 enfermeiros. É preciso contratar mais pessoas logo", disse. 
 
De acordo com a associação, o atendimento no hospital não será prejudicado. O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre também participou do ato. Na semana passada, em assembleia, a entidade convocou paralisação para o dia de hoje.
 
O protesto faz parte do dia de mobilizações dos servidores municipais. Estão previstas manifestações em frente à prefeitura de Porto Alegre e uma assembleia será realizada durante a tarde.

Felipe Daroit
Texto publicado no jornal Zero Hora desta quarta (19/04)
19 de Abril de 2017